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Sua vida no colégio

Constância não é diferente das outras meninas da sua idade: faz caprichos, desobedece, teima, briga. Compreende, porém, que certos comportamentos não são corretos; certas atitudes e posturas não são virtudes, mas defeitos e ela quer a todo custo evitar até as mínimas imperfeições. Empenha-se muitíssimo para ser melhor; pede desculpas e perdoa, ainda que isso não lhe seja muito fácil. Não se deixa guiar pelo instinto, mas pelas boas inspirações e, sobretudo, pelo amor a Jesus, o seu maior amigo e confidente. A ele corre chorando quando não se comporta bem, pede-lhe perdão por tê-lo ofendido e ajuda para corrigir; oferece a mortificação de tantas pequenas satisfações, mesmo as lícitas; alegra-se com pequenas vitórias conseguidas sobre si mesma. As Irmãs se preocupam em cultivar essas boas disposições de Constância e dar-lhe uma formação completa. Junto a outros dons, a menina demonstra uma inteligência pronta e vivas e, por esse motivo, procuravam dar-lhe uma instrução adequada, nutrindo a secreta esperança de que, um dia, abraçasse a vida religiosa, tornando-se ótima educadora e mestra.

Isabel Luiz