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Anjinhos

O documento com o qual Gregório XVI, em 1839, rejeitou, com firmeza apostólica, o tráfico de escravos, suscitou a generosa resposta de homens corajosos e audazes como os sacerdotes Padre Biaggio Verri e Padre Giovanni Battista Oliveri. Foi junto deles que por 22 anos encontramos Madre Maria Catarina empenhada na obra de resgate das mourazinhas. É curioso e misterioso o encontro deles com Madre Catarina. Em 1856, Padre Biaggio foi internado no hospital europeu de Alexandria no Egito, gravemente enfermo. Em sonho, pareceu-lhe ver algumas Irmãs Franciscanas, vindas ao Egito, as quais o ajudaram no resgate das mourazinhas. Curado da longa grave doença, vem a saber, realmente, algumas franciscanas haviam se estabelecido há pouco no Cairo. Propõe ao Padre Oliveri e ao delegado apostólico que as enviem para colaborar na Pia Obra de Resgate. Irmã Maria Catarina viu, assim, realizado seu sonho tão bonito e tão querido, concebido desde pequena na Comunidade Religiosa de Ferentino, quando se mergulhava na leitura das notícias das missões africanas. Abriu-se o Colégio das mourazinhas nos primeiros meses de 1860. Irmã Catarina deveria enfrentar grandes sacrifícios para libertar, educar e instruir as mourazinhas que amava como filhas. Cuidava delas, apesar do mau cheiro e não tinha repugnância de beijar-lhes o rosto, cheio de feridas. Chamava-as seus anjinhos.

Isabel Luiz